Dramaturgos Portugueses

Almeida_Garrett_por_Guglielmi

O período áureo da dramaturgia portuguesa parece remontar a séculos passados e a figuras isoladas como Gil Vicente e Almeida Garrett, que impulsionaram de forma pioneira a escrita e a representação de peças de teatro. No entanto, apesar da irregularidade desta tradição, ela continua presente em terras lusas, contando atualmente com alguns nomes sonantes, que não dispensam a procura de novos dramaturgos:Almeida_Garrett_por_Guglielmi

  • Abel Neves (1956): Romancista, poeta e dramaturgo, escreveu também obras para a televisão e o cinema, desenvolvendo trabalhos na área da pedagogia da escrita. Iniciou-se como ator no Teatro da Comuna. Tem uma vasta obra publicada em Portugal e diversas colaborações no estrangeiro. Algumas das suas peças para teatro são: “Amadis” (1987), “Arbor Mater” (1997) e “Jardim Suspenso” (2009).
  • José Maria Vieira Mendes (1976): Tradutor e escritor de teatro, frequentou a International Summer Residency do Royal Court Theatre of London, no ano de 2000. Algumas das peças da sua autoria foram já traduzidas para várias línguas europeias e produzidas noutros países, estando o seu trabalho no teatro atualmente ligado à companhia Artistas Unidos e ao Teatro de Praga. Destacam-se, entre as peças publicadas: “Dois Homens” (1998), “Se o Mundo Não Fosse Assim” (2004), “O Avarento ou a Última Festa” (2007), “Aos Peixes” (2008) e “ANA” (2009). Foi homenageado com prémios como o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte 2000, do Instituto Português das Artes do Espetáculo, e o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva 2006.
  • Luísa Costa Gomes (1954): Licenciada em Filosofia, é professora do Ensino Secundário, além de cronista e tradutora. Fundou e dirige a revista literária “Ficções”, dedicada à divulgação de contos nacionais e estrangeiros. Tem, ela própria, um grande número de contos e cinco romances publicados, além de dez peças de teatro, entre as quais: “Nunca Nada de Ninguém” (1991), “Clamor” (1994), “O Céu de Sacadura” (1998) e “O Último a Rir” (2001). Venceu, por unanimidade, a edição de 2015 do Prémio de Literatura dst, com a obra “Cláudio e Constantino”.

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