“Performances” Teatrais no Póquer
A capacidade de representar é uma vantagem importante para os jogadores de póquer conseguirem superiorizar-se face aos adversários. A sorte das cartas vai e vem, mas é a possibilidade de esconder dos adversários o pensamento sobre o jogo que se tem na mão que faz a diferença – bem como a capacidade de ler as suas reações. É por isso que alguns analistas comparam uma partida de póquer a uma peça de teatro, rígida e tensa.

Há, porém, uma diferença fundamental entre jogar póquer e fazer teatro, ou representar. Quando representamos, podemos improvisar, e a peça segue em frente e mantém as possibilidades de ser um êxito. Representar no cinema e na televisão implica ainda menos riscos: se a cena correr mal, corta-se e tenta-se novamente. Mas no póquer não há cortes nem improvisos, e só mesmo a sorte funciona como rede de segurança – embora muitas muitas vezes nem esteja lá. No póquer não há espaço para os erros ou as falhas de representação: comete-se um deslize e o adversário ataca implacavelmente.
É mais viável jogar póquer num Casino Móvel, onde o “adversário” não vê as nossas reações e, portanto, o controlo do jogo é facilitado.
Atores e jogadores de póquer
É por isso que nem todos os atores vêm a enveredar por uma carreira no Texas Hold’em ou em outra variante do póquer. Contudo, há alguns atores conhecidos que conseguiram dar o “salto”, tendo conquistado resultados consideráveis com o baralho de cartas na mão. Veja alguns exemplos:
- Shannon Elizabeth: A atriz de “American Pie” já venceu 5 torneios World Series of Poker (WSOP);
- Jason Alexander: Quem não se recorda do célebre George Costanza, em “Seinfeld”? É também uma presença habitual nas mesas do WSOP;
- James Woods: conseguiu, em 2015, um 7.º lugar no No Limits Hold’Em Shootout;
- Matt Damon, um dos “bad boys” em “Ocean’s Eleven”, também já participou em diversos WSOP.




