Uma História do Teatro em Portugal

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A dramaturgia é um dos modos literários com uma tradição mais antiga, recuando a alguns séculos antes de Cristo e ao período áureo da cultura greco-romana, que nos fez herdeiros de peças ainda hoje admiradas e celebradas em palco. É o caso de obras atribuídas a nomes ilustres como Ésquilo, Sófocles e Eurípides, grandes autores da tragédia clássica do século V a.C.

Em Portugal, o teatro teve o seu primeiro grande desenvolvimento na transição da Idade Média para o Renascimento, através do génio de Gil Vicente, o primeiro dos nossos autores a cultivar o modo dramático. Gil Vicente é, pois, considerado o fundador do teatro português, no início do século XVI, tendo-nos deixado várias peças aclamadas, como a “Trilogia das Barcas”, o “Auto da Alma” e o “Auto da Índia”.1024px-Teatro_de_Fafe1

Depois de Gil Vicente, os nomes mais representativos da expressão dramática em português foram, ainda no período renascentista, António Ferreira, cuja peça “A Castro”, que introduz a tragédia clássica em Portugal, reencena a trágica história de amor entre D. Pedro I e Inês de Castro, que fecundou muita da nossa produção literária ao longo da História.

Segue-se Almeida Garrett, eminente escritor romântico e dramaturgo que, entre outras iniciativas, fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática e o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. O drama “Frei Luís de Sousa”, escrito por si, é ainda hoje estudado e encenado nos palcos portugueses.

Nenhum outro nome da nossa literatura foi capaz de igualar o de Almeida Garrett, embora o século XX tenha também dado a conhecer a escrita para teatro através do punho de Raul Brandão, José Régio, Bernardo Santareno, José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro.

Hoje, o teatro português mantém-se vivo, apesar do investimento incipiente do Ministério da Cultura e das condições precárias com que a maior parte dos artistas da área trabalha. O contributo dos grupos independentes que apareceram em cena a partir da década de 1970 tem sido o principal responsável pelo atual dinamismo da arte dramática portuguesa, que conta também com o trabalho de itinerância de diversas companhias que percorrem o país.

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